Quem Quer ser Bilionário?

Excelente filme onde as desigualdades sociais, a pobreza e a a miséria estão bem patentes e retratadas de modo realista. Polivalente a ponto de poder ser utilizado em disciplinas como Economia, AEC, Filosofia, Área de Integração, entre outras.

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Carta dos Direitos Fundamentais da UE

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Guião de Análise de Documentário

De excelente qualidade, o documentário “Portugal, um Retrato Social – Cidadãos (Direitos Políticos e Sociais), da autoria de António Barreto e com realização de Joana Pontes, produzido pela RTP, foca as alterações sofridas na sociedade portuguesa após o 25 de Abril de 1974. Recomendado para as disciplinas de História, Área de Integração, Área de Estudo da Comunidade, entre outras.

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Perspectivas em Torno da Globalização

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Pobreza

Pobreza absoluta: ausência de capacidade para satisfazer as necessidades básicas da vida e, por isso, a sua própria subsistência física; insuficiência em assegurar a existência ao nível mínimo de alimentação e habitação; têm-se aqui em conta os limiares de pobreza.
Pobreza relativa: prende-se com a privação dos padrões de vida e de actividades próprios de uma dada sociedade; trata-se de pessoas excluídas dos níveis de vida mínimos aceitáveis na sociedade em que vivem.
A noção de pobreza absoluta pode identificar-se com a miséria; a de pobreza relativa com a de desigualdade social.

António Teixeira Fernandes, “Formas e mecanismos de exclusão social”
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Migração

A migração designa o deslocamento de populações de uma região para outra, particularmente das regiões rurais para as zonas urbanizadas, mas também de uma sociedade para outra. Em ambos os casos, não são os mais miseráveis que se deslocam, mas os que são mais susceptíveis de tomar consciência do desnível entre as suas aspirações e a possibilidade de concretizá-las no local onde se encontram.
O primeiro efeito da migração é o de obrigar os migrantes a elaborar uma série de novas funções. É mais marcado no caso das migrações internacionais (Borrie 1956).
Para descrever as consequências destas migrações, vários sistemas conceptuais foram utilizados. Mas, em todos os casos, importa distinguir entre o que alguns chamam a assimilação cultural (qualificada por outros de aculturação*), que designa a adopção pelos migrantes dos modelos culturais da sociedade de instalação, e a assimilação estrutural (muitas vezes qualificada de integração), que designa a participação nos vários grupos primários. M. Gordon (1964) pôde assim verificar que nos Estados Unidos da América os migrantes conhecem uma assimilação cultural rápida, mas uma fraca aculturação estrutural. Populações que adoptaram os valores e as condutas conformes com os modelos nacionais nem por isso participam igualmente na vida social fora do seu grupo de origem. Em contrapartida, uma vez realizada a assimilação estrutural, ela traz consigo o fim dos casamentos endogâmicos e de todas as formas de especificidade.
O processo de assimilação ganha formas diferentes nos países de imigração, como os Estados Unidos ou Israel, formados pelas migrações, e nos Estados-nações de tipo europeu (Schnapper 1974). No primeiro caso, formam-se grupos étnicos que mantêm durante mais tempo os modelos culturais de origem e constituem um meio que favorece uma aculturação mais lenta e progressiva. No segundo caso, os migrantes, obrigados a adaptar-se mais rapidamente às normas impostas pela sociedade de instalação, são menos susceptíveis de formar grupos sociais específicos. Pôde também verificar-se nos Estados Unidos um fenómeno de retorno às identidades nacionais, segundo a teoria dita das três gerações (Herberg 1955). Os filhos dos migrantes nascidos nos Estados Unidos (a “segunda geração”), ainda mal seguros da sua identidade nacional, esforçam-se por se integrar plenamente na sociedade americana, rejeitando a identidade irlandesa ou italiana do seu pai; em contrapartida, os netos (“a terceira geração”), que já não têm quaisquer dúvidas sobre a sua pertença social, recuperam a identidade nacional de origem graças à qual obtêm um estatuto e um lugar dentro da sociedade americana. A teoria das três gerações explica a situação dos Estados Unidos da América, onde se combinam identidades históricas particulares (italiana, grega, polaca, judaica, etc.) com uma participação cultural e política nacional; mas traduz mal os processos de aculturação no interior dos Estados Unidos.
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Minoria

O termo “minoria” designa um grupo de pessoas que diferem pela raça, pela religião, pela língua ou pela nacionalidade do grupo mais numeroso no meio do qual vive. Duas precisões devem ser feitas. Em primeiro lugar, um grupo só constitui uma minoria se tomar consciência de si próprio enquanto grupo diferente dos outros e, na maioria das vezes, socialmente inferiorizado, sobretudo se é assim visto pelos outros. Os ruivos são menos numerosos que os morenos nas nossas sociedades, mas não formam uma minoria, na medida em que, não tendo a cor dos cabelos significação social, eles não têm consciência de constituir um grupo particular. Por outro lado, o termo “minoria” tem sempre uma dimensão social e política: na maioria das vezes, a minoria constitui um grupo ao mesmo tempo menos numeroso, menos considerado e menos poderoso; mas não é necessariamente esse o caso. Os Negros, maioritários pelo seu número na África do Sul, constituem no entanto uma minoria na ordem social e política instalada naquela república.
As relações entre maioria e minorias são habitualmente conflituosas, mas nunca se fixam uma vez por todas (Blalock 1967). Entre a maioria e a ou as minorias existem conflitos, mas também acordos e formas de aculturação (Barth 1969). As populações judaicas, sempre minoritárias, conheceram formas de aculturação diferentes nas nações ocidentais e nos países muçulmanos.
A situação de uma ou das minorias varia segundo a natureza dos regimes políticos e sociais, a sua possibilidade ou a sua vontade de reconhecer, de maneira formal ou informal, a existência das minorias. No seu princípio, o Estado-nação, elaborado na Europa na época dos nacionalismos, não admite a existência das minorias nacionais ou culturais e ignora as minorias religiosas. Os negociadores do Tratado de Versalhes esforçaram-se depois da Primeira Guerra Mundial – sem de resto o conseguirem – por reconstruir a Europa com base no princípio das nacionalidades e por suprimir as minorias no interior das nações europeias. Em contrapartida, a Suíça ou o Líbano foram fundados por um acordo político entre grupos religiosos e nacionais quantitativamente desiguais, que reconhecia a existência e os direitos de todos esses grupos. O número das minorias modifica também o sentido da relação maioria-minoria. Nos Estados Unidos, quando os ítalo-americanos, os polaco-americanos ou os judeus americanos se tornaram mais numerosos que os wasp, deixaram de constituir minorias para se tornarem componentes de uma nação fundada num consenso político de grupos culturais diferentes (Glazer, Moynihan 1964; Greenley 1974). No sistema democrático, fundado no princípio do respeito das minorias políticas, as minorias religiosas e culturais podem ter um poder de bloqueio. Assim, os muçulmanos minoritários da União Indiana souberam utilizar os meios do funcionamento democrático para impedir o voto de leis laicas contrárias às tradições corânicas (Krishna 1986).
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Comunidade

O que é uma comunidade?
Uma “Comunidade” pode ser entendida como um conjunto de seres vivos inter-relacionados que habita um mesmo lugar.
Do ponto de vista da ecologia, comunidade – também chamada biocenose – é a totalidade dos organismos vivos que fazem parte do mesmo ecossistema e interagem entre si
Do ponto de vista da sociologia, uma comunidade é um conjunto de pessoas com interesses mútuos que vivem no mesmo local e se organizam dentro dum conjunto de normas. Os estudantes que vivem no mesmo dormitório formam uma comunidade, assim como as pessoas que vivem na mesma aldeia, cidade ou no mesmo bairro.
Existem também as comunidades virtuais, constituídas por pessoas com interesses e objectivos semelhantes e ligações em comum. Uma comunidade virtual é entendida como um conjunto de pessoas que se relacionam virtualmente (através de sites de relacionamento).
Politicamente, a comunidade é um grupo de países que se associam para atingirem determinados objectivos comuns. A União Europeia (EU) começou por chamar-se Comunidade Económica Europeia. Os países da África austral organizaram-se numa Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral ou SADC do seu nome inglês Southern Africa Development Community.
Em Sociologia, a “comunidade” é hoje encarada como um conjunto de relações sociais complexas cuja natureza e orientações são examinadas em enquadramentos específicos: religioso, económico, científico, etc.
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Identidade colectiva

Aptidão de uma colectividade para reconhecer-se como grupo; qualificação do princípio de coesão assim interiorizado (identidade étnica, identidade local, identidade profissional); recurso que daí decorre para a vida em sociedade e a acção colectiva.
Em relação ao exterior do grupo, a construção de uma identidade colectiva implica um movimento de diferenciação, a partir do qual se afirma a autonomia colectiva. Internamente, provoca, pelo contrário, um efeito de fusão que apaga a multiplicidade das pertenças. Passa-se assim de um grupo complexo e fechado sobre si mesmo para um grupo cujas representações tendem a organizar-se à volta de um princípio dominante e inteligível. As identidades colectivas assim entendidas não são oponíveis às solidariedades amplas: tornam-se mesmo vectores de abertura sobre o exterior e de reconhecimento dos grupos entre si. O conceito de identidade está na base das teorias da acção. A integração é, de facto, muito mais necessária aos actores sociais que a consciência dos fins prosseguidos. A mobilização surge quando se passa de um estado de estratificação a um estado de segmentação do tecido social (Oberschall 1973).
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Mobilidade social

A expressão designa a circulação dos indivíduos entre as categorias ou classes sociais. Há dois tipos de mobilidade. A mobilidade intrageneracional é a passagem dos indivíduos de uma categoria para outra durante a mesma geração: compara-se neste caso a classe à qual pertence o indivíduo em fim de carreira, por exemplo, à classe à qual ele pertencia no início de carreira. A mobilidade intergeneracional é a circulação de um indivíduo do grupo social a que pertence a sua família (pai e/ou mãe) para um outro grupo: comparamos a classe social à qual pertence o indivíduo à classe a que pertence a sua família.

Raymond Boudon
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