Algoritmos: não nos largam e reduzem o mundo que vemos na Net

Fonte: https://www.publico.pt/tecnologia/noticia/algoritmos-na-internet-todos-os-dias-sao-dia-de-cozido-1727301

Pedro Guerreiro

28/03/2016

O Instagram foi a última rede social a render-se aos algoritmos que nos dizem aquilo que devemos ver. Mas há um lado negro de se servir apenas conteúdos à medida do que se julga ser o gosto do utilizador: o empobrecimento informativo, a guetização cultural, a manipulação da opinião.

https://www.publico.pt/tecnologia/noticia/algoritmos-na-internet-todos-os-dias-sao-dia-de-cozido-1727301

Sentemo-nos à mesa e façamos um exercício para explicar como funciona a filtragem de conteúdos na Internet através de um algoritmo e quais as suas vantagens e problemas. Preferia nunca mais apreciar o seu prato favorito ou ser obrigado a comê-lo a todas as refeições para o resto da vida? Se optasse por uma existência à base de cozido à portuguesa, talvez fosse feliz durante um tempo, mas perderia a oportunidade de descobrir novas iguarias. “O que é que vai ser? O costume.” Nas redes e nos motores de busca, vivemos num regime alimentar escolhido por terceiros com base naquilo que estes julgam ser os nossos gostos, a partir das nossas escolhas passadas. O efeito é igualmente nocivo. Há um empobrecimento do menu e a eliminação de alternativas.

O nome desta dieta é “o efeito bolha”. Eli Pariser, o actual CEO do site Upworthy, um projecto que tenta unir conteúdo viral e a promoção de causas sociais, foi umas das primeiras pessoas a escrever extensivamente sobre o assunto. Em The Filter Bubble: What the Internet is Hiding from You, o empresário e activista denuncia o que entende ser o efeito perverso da excessiva personalização dos motores de busca e das redes sociais: a segregação cultural e informativa, o empobrecimento do debate público.

Pariser dava como exemplo os diferentes resultados de uma pesquisa sobre o Egipto realizada em 2011, ano da queda de Hosni Mubarak. Num primeiro exercício realizado por um utilizador habituado a consumir informação, a crise política no Cairo surgia naturalmente no primeiro lugar da pesquisa. No segundo caso, de outro utilizador que dedicava menos atenção às notícias, o Google dava prioridade a sites de venda de viagens turísticas para o Egipto. Esta diferença é explicada pela forma como o motor de busca traça o perfil de cada utilizador a partir de 57 tipos de informação, desde a frequência de determinadas pesquisas e o conjunto de sites habitualmente visitados até ao local físico de acesso e o tipo de computador ou telemóvel utilizado. Para cada perfil, uma lista de resultados feita à medida. O que um utilizador encontra no Google não é necessariamente aquilo que é visto pelo vizinho.

A posição praticamente monopolista do Google no panorama dos motores de busca levanta a questão dos efeitos do seu algoritmo na formação da opinião pública mundial. A maioria dos utilizadores acede apenas aos primeiros resultados de uma pesquisa, e a presença nesse top depende não só do perfil de quem procura a informação como também da página apresentada — o tamanho dos artigos, a data de publicação e, recentemente, o facto de o site estar ou não tecnicamente preparado para ser visualizado correctamente num smartphone ou num tablet. As regras do jogo não são claras. As variáveis levadas em conta e a sua ponderação não são públicas. E a fórmula está em constante alteração — o algoritmo será afinado cerca de 600 vezes por ano.

Eleger um Presidente?
Poderá uma dessas mudanças no algoritmo ter influência numa campanha eleitoral? Em 2015, os investigadores de Psicologia Robert Epstein e Ronald E. Robertson estudaram o impacto do Google no comportamento do eleitorado norte-americano e indiano. A pesquisa concluiu que o resultado de uma eleição poderia oscilar até 25% graças à informação apresentada pelo motor de busca, e que as intenções de voto dos indecisos poderiam alterar-se em até 80% dos casos. Em causa não estava a veracidade ou a qualidade dos resultados das buscas, mas sim a ordem pela qual a Google lista os artigos.

Num artigo publicado posteriormente no Politico, Epstein alerta que “o próximo Presidente norte-americano poderá ser conduzido ao poder não por tempos de antena televisivos ou por discursos, mas pelas decisões secretas da Google”. O investigador, que tem um historial de críticas em relação à empresa, apontava relações privilegiadas da Google com o Partido Democrata e o facto de a candidata Hillary Clinton ter contratado um alto quadro da empresa, Stephanie Hannon, para a sua campanha.

Em reacção ao estudo, a Google desmente a ideia de manipulação e afirma que “fornecer resultados relevantes” é o único objectivo da empresa. Um outro investigador, Ryan Kennedy, da Universidade de Houston, dizia ao Huffington Post que uma tentativa de manipulação de resultados eleitorais através do Google “seria rapidamente identificada pelas pessoas, sobretudo se forem politicamente informadas”, desvalorizando as conclusões de Epstein e Robertson.

Também existem dúvidas sobre o impacto do Facebook na formação de opinião. A rede foi a primeira a introduzir um algoritmo em 2009, altura em que deixámos de ver as mensagens, fotografias e vídeos de familiares e amigos por ordem cronológica e em que as marcas intensificaram a disputa da nossa atenção. A relevância passou a ser a palavra-chave. “A morte de um esquilo à frente da tua casa pode ser mais relevante do que a morte de alguém em África”, terá explicado Mark Zuckerberg, numa citação atribuída por Pariser.

Em Maio de 2015, uma equipa de cientistas de dados daquela rede social publicou um estudo na revista Science que confirmava a teoria da bolha, ou seja, que tendemos de facto a ver mais conteúdos em linha com as nossas convicções políticas. De todo o conteúdo visualizado no Facebook por utilizadores identificados com a esquerda, apenas 22% oferecem pontos de vista contrários aos seus. Entre os utilizadores conotados com a direita, o valor é de 33%. No entanto, o Facebook argumenta que as acções individuais dos utilizadores (os amigos que seguem, as páginas que decidem bloquear) determinam mais a natureza dos conteúdos que vêem do que o algoritmo da rede social.

Em comentário ao estudo, Pariser sublinha o seu significado: o Facebook confirma que tendemos a ler e a consumir conteúdos que validam as nossas crenças, escapando ao contraditório e a pontos de vista alternativos. “Cada algoritmo contém um ponto de vista sobre o mundo. Indiscutivelmente, um algoritmo é isso: uma teoria sobre como o mundo devia funcionar, expressa numa fórmula matemática ou num código”, escreve o empresário.

Para negros ou brancos
Mas ainda que o impacto político dos algoritmos das redes sociais e motores de busca seja o seu aspecto mais controverso, o propósito é sobretudo comercial. A elaboração de perfis de utilizadores, com os seus hábitos, crenças e preferências, e a correspondente distribuição de conteúdos à medida visam sobretudo segmentar audiências para campanhas publicitárias — ainda que isso também levante questões.

Este mês veio a público a forma como os estúdios Universal dirigiram campanhas distintas de promoção do filme Straight Outta Compton no Facebook de acordo com a “afinidade étnica” dos consumidores. Apesar de a rede social fundada por Mark Zuckerberg não permitir que um utilizador identifique a sua etnia do mesmo modo que o faz em relação à idade ou ao género, o Facebook tenta adivinhá-la e vende a sua informação a anunciantes.

Mais uma vez, o afunilamento da informação é alcançado através da análise do conjunto de dados que um utilizador acaba por fornecer voluntariamente. Para a rede, ter “afinidade étnica” com negros significa, por exemplo, gostar de hip hop ou R&B, ter frequentado uma determinada escola ou fazer parte de uma associação de defesa de direitos civis.

Enquanto anunciante, a Universal foi então capaz de promover o seu filme sobre o grupo de hip hop N.W.A. com um trailer editado à medida do público afro-americano, tendencionalmente familiarizado com a banda, e outro dirigido a americanos brancos, para os quais eram mais familiares as figuras de Ice Cube e Dr. Dre, actores e músicos que integraram originalmente o projecto musical. O filme acabaria por ser um dos grandes sucessos de bilheteira do Verão de 2015.

Para o Facebook, a revelação acabaria por gerar mais uma crise de relações públicas. Será a ferramenta de “afinidade étnica” um indício de que existe uma rede social para negros e outra para brancos? A empresa de Zuckerberg diz que não.

Política ou comercialmente motivado, ao serviço do utilizador ou uma ferramenta de segregação, o predomínio do algoritmo é crescente. Até Março, o Instagram era a última rede social de dimensão relevante a resistir a mostrar os seus conteúdos por outra ordem que não a cronológica.

Entretanto, e apontando o crescimento da rede e o facto de os utilizadores não verem, em média, 70% das fotografias e vídeos partilhados pelos seus amigos e ídolos, a empresa detida pelo Facebook anunciou que iria passar a ordenar os conteúdos por um critério de relevância.

Até ao momento, desconhece-se o que determinará a relevância maior de uma fotografia em relação a outra. No entanto, e dada a relação umbilical com o Facebook, aposta-se num modelo análogo à da maior rede social do globo: quanto mais próxima a ligação e intensa a interacção com determinado utilizador, mais provável será ver o conteúdo que este publica. Nas redes, porém, um movimento de instagramers veio protestar contra a alteração, que entendem criar um efeito de afunilamento e impedir a descoberta fortuita de conteúdos.

Meses antes, foi a vez de o Twitter anunciar o recurso a um algoritmo similar. A rede social minimalista, centrada na partilha em tempo real de mensagens de 140 caracteres, passou a possibilitar a exibição de mensagens fora da sua tradicional ordem cronológica. Mais uma vez, sob um critério de relevância e proximidade. Críticos da mudança denunciam uma colagem da rede a adversários como o Facebook, numa tentativa de aumentar receitas publicitárias e rentabilizar um negócio em crise.

O avanço do algoritmo será imparável? Talvez, embora não impeça que gigantes como o Facebook ensaiem projectos de curadoria humana de notícias. Será porventura um reconhecimento das limitações e dos riscos de uma selecção integralmente computadorizada daquilo que lemos e partilhamos. De que o chef pode aconselhar o prato do dia, mas que a escolha deve ser nossa.

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 12 – O Recurso “Página”

Conteúdos:
-Criação do recurso “Página”

 

Fonte: https://www.youtube.com/channel/UC-0aSCoP_ioXtLEHGVNlTtw

 

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 11 – O Recurso “Pasta”

Conteúdos:
-Upload rápido de pastas (Moodle 2.3)
-Criação do recurso “pasta”
-Gestão de ficheiros da pasta

 

Fonte: https://www.youtube.com/channel/UC-0aSCoP_ioXtLEHGVNlTtw

 

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 10 – O Recurso “Ficheiro”

Conteúdos:
-Upload rápido de ficheiros (Moodle 2.3)
-Criação do recurso “Ficheiro”

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 9 – O Editor de Texto do Moodle

Conteúdos:
-Funcionalidades básicas do editor de texto do Moodle
-Ferramentas do editor
-Utilização de filtros no texto

Fonte: https://www.youtube.com/channel/UC-0aSCoP_ioXtLEHGVNlTtw

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 08 – O Gestor de Ficheiros do Moodle

 

Conteúdos:
-Adicionar ficheiros
-Gerir pastas/ficheiros
-Atualizar dados de pasta/ficheiro
-Gestão dos “Ficheiros Pessoais”

 

Fonte: https://www.youtube.com/channel/UC-0aSCoP_ioXtLEHGVNlTtw

 

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Memória digital prejudica memória humana

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=memoria-digital-esta-prejudicando-memoria-humana&id=10910

 

 

Dependência tecnológica

O uso indiscriminado de tecnologias digitais está enfraquecendo a memória dos seres humanos.

Uma empresa de segurança digital sediada no Reino Unido constatou que as pessoas vêm recorrendo aos computadores e aparelhos móveis para guardar novas informações, em vez de usar seus próprios cérebros.

Segundo a pesquisa, muitos adultos que ainda se lembravam de números de telefone durante a infância não conseguiam memorizar os números de telefone do trabalho ou de parentes próximos.

Lembrança digital

O estudo, que analisou os hábitos de memória de 6 mil adultos no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, constatou que mais de um terço dos entrevistados afirmou que recorreria primeiro a computadores e dispositivos móveis para buscar informações do que à própria memória.

A professora Maria Wimber, da Universidade de Birmingham (Inglaterra), disse que o hábito de usar as máquinas para buscar informação “impede a construção de memórias de longo prazo”.

Segundo ela, o processo de memorização de dados é “uma forma muito eficiente para criar uma memória permanente. Por outro lado, buscar informações continuamente na internet não cria uma memória sólida e duradoura.”

Amnésia digital

O estudo, patrocinado pela Kaspersky Lab, empresa de segurança digital sediada no Reino Unido, constatou que as pessoas se acostumaram a usar computadores como uma “extensão” de seus próprios cérebros.

Trata-se da chamada “amnésia digital”, pela qual as pessoas se esquecem de informações importantes pois acreditam que podem buscá-las imediatamente na internet.

“Existe também o risco de que o registro constante de informação em dispositivos digitais nos torna menos propensos a guardar informações de longo prazo, e até nos distrair de memorizar corretamente um acontecimento da forma como ele ocorre,” afirmou Wimber.

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 07 – Os Recursos Moodle

 

Conteúdos:
-O que são os recursos Moodle?
-Tipos de recursos (Ficheiro, Livro, Pacote IMS, Página, Pasta, Separador, URL)
-Adicionar um recurso à página inicial da Disciplina

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SPA explica aos jovens o que são os direitos de autor

Fonte: http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=78846&langid=1

Por estes dias, os alunos da Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal (dia 19 de outubro), e da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro (dia 26), vão perceber como é que ao fazer uma cópia ilegal de um CD de música estão a retirar salário a um artista. São várias as questões relacionadas com os Direitos de Autor. “Mas não há muita informação fidedigna sobre a matéria”, começa por dizer Paula Cunha, diretora-geral da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Para colmatar essa lacuna, a SPA encontrou uma forma de fazer com que “os jovens ouçam as explicações da entidade que juridicamente representa os autores”. E, assim possam esclarecer – com quem de direito – as dúvidas geradas quanto à legalidade ou ilegalidade de atos simples. Como o de pôr a tocar música na festa do bairro ou de levar para as aulas as fotocópias de Os Maias, de Eça de Queirós. O conceito é simples, explica Paula Cunha: “O direito de autor é o salário do criador. É aquilo que o autor recebe porque está a fazer o seu trabalho.” No terreno escolar, cabe a Tozé Brito, administrador da SPA, desvendar a profissão de artista aos estudantes do ensino secundário. Falar do processo de criação. Mostrar que os músicos não trabalham só por gosto. E que a escrita de canções requer mais do que a mera inspiração. Explicações para chegar ao óbvio: “Ser autor é uma atividade criativa distinta, mas que tem o direito a ser remunerada. Essa remuneração é um direito do autor. Por isso, as suas criações têm de ser protegidas e não podem ser pirateadas”, resume a diretora-geral da SPA.

Ao comprar uma obra o consumidor paga o direito de ser o seu detentor físico. Mas não a pode utilizar num local público, sem pagar os respetivos direitos. Por isso, quem viola os direitos de autor comete um crime de contrafação. Ou seja: utiliza sem a devida autorização do produtor algo que lhe pertence. A penalização pode incluir pena de prisão até três anos e multa de 150 a 250 dias, conforme a gravidade da infração. A linha que separa a legalidade da ilegalidade pode não ser muito clara. Paula Cunha acredita mesmo que a maioria dos jovens prevarica sem saber. Razão pela qual o foco nas escolas é dirigido à importância do trabalho do autor enquanto criador. “Quando lhes é explicado os jovens percebem que ser autor não é um passatempo, é uma ocupação a tempo inteiro. Por isso, a nossa abordagem é pedagógica, não é repressiva.”

De todas as atividades artísticas, a música é a área em que os jovens colocam mais questões. Os atropelos mais frequentes aos direitos de autor, segundo Paula Cunha, incluem “a perceção de que a pirataria é socialmente correta” e “que atividade criativa é um hobby”. A familiaridade com as novas tecnologias torna menos claras outras situações de risco: “É preciso explicar aos jovens porque não podem ir à Internet e fazer downloads ilegais. Amanhã, alguém pode fazer o mesmo a uma obra deles. E aí já não vão gostar!”

Há todo um conjunto de noções que os jovens devem ter sempre em mente. Que o facto de ser dono de um CD não significa que o possa pôr a tocar onde quiser. Poderá ouvi-lo em privado. Mas não num local público. Pelo menos, sem pagar os respetivos direitos à SPA. Uma vez que é a entidade a quem cabe autorizar a utilização das obras cujos autores representa, sejam nacionais ou estrangeiros. É também a SPA que define em que contextos essa utilização é legal. Cobrando os direitos deste uso. Montantes que são depois pagos aos titulares das obras. Além da música, a SPA representa todas as atividades que impliquem produção artística: literatura, cinema, vídeo, pintura, fotografia.

A receção nas escolas tem mostrado que o interesse dos públicos pelo tema está a crescer. Por um lado, “muitos jovens querem ser músicos ou escritores e percebem que ao defender hoje os direitos de autor estão a contribuir para aquela que pode vir a ser a sua causa”, constata Paula Cunha.

Por outro lado, as novas tecnologias representam outros desafios para a missão da SPA: “É uma realidade à qual não podemos fugir e que torna mais importante este tipo de intervenção nas escolas.” A legislação em matéria de direitos de autor foi revista em meados deste ano. Ainda assim, a SPA quer ver resolvida, de uma vez por todas, a questão das cópias ilegais. “Estamos a aguardar uma lei que regule o crime da pirataria. É uma matéria que precisa de ser muito bem clarificada.”

Razões de sobra para a iniciativa voltar ao espaço escolar já no próximo ano. “Não estamos apenas a defender a cultura estamos a explicar como a cultura, é defendida pela SPA e como os seus mecanismos funcionam para que os autores recebam aquilo a que têm direito.”

Depois de Coimbra, Porto, Viseu e Braga – onde a SPA teve uma plateia de mais de 300 alunos – a diretora-geral garante que o projeto vai continuar. “Temos recebido inúmeros pedidos para levar o tema às escolas de todo o país. Os professores acham o tema interessante e a abordagem que estamos a fazer capta a atenção dos alunos.”

Além das sessões previstas nas escolas, a SPA promove em Setúbal e em Faro dois debates abertos ao público em geral onde explicará que valores são cobrados, como são distribuídos pelos criadores e a importância económica e social dos direitos de autor. O primeiro acontece no Auditório Charlot e o segundo no Auditório da Biblioteca Municipal de Faro, dias 19 e 26 de outubro às 15h00.

Sobre a Sociedade Portuguesa de Autores

Criada há 90 anos, a SPA é uma cooperativa de direito privado, sem fins lucrativos, com mais de 25 mil autores portugueses inscritos. Os direitos de autor e a propriedade intelectual estão protegidos legalmente pela Constituição da República Portuguesa (artigo 42.º) e pelo Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos, publicado no Decreto-Lei n.º 63/85 de 14 de março. Com alterações introduzidas pelas leis n.ºs 45/85, de 17 de Setembro, 114/91 de 3 de setembro, pelos Decretos-Leis nºs. 332/97 e 334/97, ambos de 27 de novembro, e pelas leis nºs 50/2004, de 24 de Agosto, 24/2006, de 30 de Junho e 16/2008, de 1 de abril.

Esta proteção é reconhecida em todos os membros da União Europeia, nos países subscritores da Convenção de Berna para a Proteção de Obras Literárias e Artísticas e nos membros do Tratado da Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Mais informações: na página www.spautores.pt

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Curso Moodle Passo a Passo: Aula 06 – Gerir Participantes de uma Disciplina

A 6ª parte deste curso, tem como conteúdos:
1. Gerir Métodos de inscrição
2. Inscrever Participantes Manualmente
3. Alterar papéis de participantes
4. Remover papel / Desinscrever de disciplina

Fonte: https://www.youtube.com/channel/UC-0aSCoP_ioXtLEHGVNlTtw

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