Tabagismo em Portugal

Os efeitos do tabaco e as consequências que ele produz a nível da saúde já estão bem estudados e documentados. Fumar é o factor de risco modificável com o maior número de mortes atribuídas. Portugal encontra-se num estádio da epidemia menos adiantado em relação à maioria dos países desenvolvidos. Contudo, existem diferenças de consumo de cigarros entre as zonas rurais urbanas do país, sendo superior nas zonas urbanas, e o padrão de evolução é distinto, verificando-se uma ligeira diminuição nos homens e um aumento nas mulheres, o que faz esperar, além das complicações comuns a ambos os sexos, adicionais consequências na função reprodutiva e no resultado da gravidez. A prevalência de consumo de tabaco é elevada nas grávidas, sendo necessárias fortes medidas de combate ao consumo de tabaco nesta população. O consumo de tabaco inicia-se frequentemente na adolescência, sendo as iniciativas destinadas à prevenção do consumo de tabaco especialmente importantes nestas idades. A elevada prevalência de fumadores no grupo dos profissionais de saúde, nomeadamente nos médicos e enfermeiros, e entre os professores, merece particular atenção, uma vez que poderão funcionar como exemplos na sociedade. A lei portuguesa sobre a Prevenção do Tabagismo é restritiva, sendo necessária a fiscalização do seu efectivo cumprimento. É importante a monitorização periódica da prevalência de fumadores em Portugal, incluindo amostras representativas da população continental e regiões autónomas, que permitam a análise de dados estratificados, demográfica e socioeconomicamente, bem como trabalhos de investigação, com atenção especial a grupos populacionais mais vulneráveis, como são adolescentes, grávidas e profissionais de saúde.

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