Aptidão de uma colectividade para reconhecer-se como grupo; qualificação do princípio de coesão assim interiorizado (identidade étnica, identidade local, identidade profissional); recurso que daí decorre para a vida em sociedade e a acção colectiva.
Em relação ao exterior do grupo, a construção de uma identidade colectiva implica um movimento de diferenciação, a partir do qual se afirma a autonomia colectiva. Internamente, provoca, pelo contrário, um efeito de fusão que apaga a multiplicidade das pertenças. Passa-se assim de um grupo complexo e fechado sobre si mesmo para um grupo cujas representações tendem a organizar-se à volta de um princípio dominante e inteligível. As identidades colectivas assim entendidas não são oponíveis às solidariedades amplas: tornam-se mesmo vectores de abertura sobre o exterior e de reconhecimento dos grupos entre si. O conceito de identidade está na base das teorias da acção. A integração é, de facto, muito mais necessária aos actores sociais que a consciência dos fins prosseguidos. A mobilização surge quando se passa de um estado de estratificação a um estado de segmentação do tecido social (Oberschall 1973).
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